A Festa Literária de Pirenópolis  já teve edições em 2009, 2010 e 2011, partindo agora para sua quarta ocorrência, em 2012.

A Flipiri, como é chamada, envolve dois aspectos fundamentais: a ampliação do acesso à leitura literária, a promoção de livros e autores. No primeiro, pela formação de mediadores de leitura (principalmente entre professores), pelas mostras e espetáculos literários e da associação da literatura com outras mídias (cinema e música, por exemplo) e pela formação de acervos literários em comunidades da zona rural e da periferia.

No segundo aspecto, ao reunir no lugar escritores brasileiros contemporâneos que apresentam suas obras ao público, em um diálogo sobre o prazer de ler, o fazer criativo e o trabalho editorial.

De um ano para outro, a Flipiri conseguiu ampliar o número de autores, de livros e de comunidades atingidas. Para 2012, pretende-se que essa atividade possa se tornar cada vez mais aprofundada, ampliando seu alcance na população local e incluindo 2 municípios próximos de Pirenópolis no projeto: Corumbá e Cocalzinho, que juntos tem mais de 5000 alunos matriculados em escolas da rede municipal e estadual de ensino.

[notice] TEMA DA 4ª FESTA LITERÁRIA DE PIRENÓPOLIS: MÚSICA[/notice]

Para esta quarta edição, a ser realizada no período de 02 a 06 de maio, a festa terá como tema a música, considerada uma forma linguagem que se utiliza da voz, instrumentos musicais e outros artifícios, para expressar algo a alguém. A música não pode ser dissociada do contexto cultural, pois traduz abordagens e concepções do que afeta seu autor.

Seja apenas instrumental ou com letras poéticas, a música abraça a literatura e a traduz em notas, compassos melodias e ritmos.

A Cidade de Pirenópolis sempre teve tradição musical. Sua primeira banda de música em 1830 foi criada pelo benemérito da cidade, Joaquim Alves de Oliveira. Por volta de 1850, foi criada a Banda Babilônia, ou banda do Padre Simeão.

Em 1893 mestre Propício cria a Banda Phoenix, existente até os dias de hoje.Escola e Banda de Música Phoenix do mestre Propício já chegou a formar 650 músicos sendo que, vários destes, passaram a compor outras bandas da região e até em outros Estados Brasileiros.

Pirenópolis chegou a exportar maestros para reger ou compor outras bandas de cidades vizinhas como Jaraguá de Goiás, Corumbá de Goiás, Cocalzinho, Niquelândia, Colinas do Sul, São Francisco, Abadiânia e Goiânia. Hoje, a Secretaria de Cultura de Pirenópolis apoia e investe na música com o projeto “Teia Cultural” que ensina música e dança às crianças dos 10 povoados da zona rural.

Recentemente foi aprovado pela Secretaria na Lei Goyazes projeto que viabiliza o Centro de Artes e Música de Pirenópolis que funcionará em um prédio histórico, antiga sede da Prefeitura e que contará com oficinas de teoria, harmonia, sopro, corda e percussão, além de dança tradicional e teatro.

Os músicos da cidade também compuseram um imenso acervo musical que contribui para tornar Pirenópolis referência musical do Estado. São também originários de Pirenópolis grandes cantores como Zezé de Camargo e Luciano, Nayzes, Ita e Alaor Siqueira e Amós e Júlio.

A cidade sempre teve este cunho musical: alvoradas de música, serestas, serenatas e operetas animam os eventos realizados em Pirenópolis. O tema da IV Festa Literária de Pirenópolis coroa esta atividade artística da região e valoriza o conteúdo literário característico das produções musicais.